O Fim Melancólico da Mansão Lynnewood

19 de setembro de 2021

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Lynnewood Hall é uma obra-prima espetacular do Renascimento Neoclássico e é considerada uma das maiores mansões da Era Dourada que ainda sobrevive nos Estados Unidos. A imponente casa projetada pelo arquiteto Horace Trumbauer já foi uma das melhores casas da Pensilvânia, mas devido à sua história complexa e triste, a magnífica casa agora está fechada e em estado de abandono.

Mas, o que isso tem a ver com a história do Titanic?

A Lynnewood Hall foi construída entre 1898 e 1900 para a família do magnata Peter Arrell Browne Widener, colecionador de arte e um investidor do malfadado RMS Titanic. Peter se tornou amigo e parceiro de negócios do JP Morgan, trabalhando em conjunto na indústria do aço sendo acionista de 20% na International Mercantile Marine Company, famosa pela construção do transatlântico.

Naquela época, Peter Widener tinha 78 anos e recusou a oferta de viajar na viagem inaugural do Titanic. Em vez disso, ele enviou seu filho George, seu neto Harry e sua nora Eleanor que tinham como objetivo encontrar um chef de cozinha para o novo hotel de George, localizado também na Filadélfia. George era o herdeiro de Lynnewood Hall e seguiu seu pai nos negócios e assumiria o comando assim que Peter renunciasse. Contudo, não poderiam imaginar que seria uma viagem sem volta.

À bordo do Titanic, George ofereceu vários jantares em homenagem a seu pai. O pródigo evento contou inclusive com a presença do capitão EJ Smith. Em 14 de abril de 1912, quatro dias após o início da viagem, o Titanic bateu em um iceberg. Infelizmente, George e Harry perderam a vida quando o navio afundou no oceano Atlântico. Eleanor sobreviveu, embarcando em um dos botes salva-vidas famosos e limitados do Titanic. Depois de chegar a Nova York, Eleanor Widener pegou um trem particular de volta para a Filadélfia e se dedicou ao trabalho de caridade após perder seu marido e filho para o mar.

Em 6 de novembro de 1915, depois de lutar contra uma longa doença, que alguns especularam ter sido causada pelo pesar de perder seu filho mais velho e neto, o milionário Peter AB Widener faleceu aos 80 anos em Lynnewood Hall. No momento de sua morte, a mansão valia mais de $ 100 milhões (equivalente a quase $ 2 bilhões hoje). Depois, a casa se tornou lar de seu filho caçula, Joseph, até 1943.

Em 1952, o pastor macarthista Carl McIntire transformou a propriedade em uma escola religiosa até que um banco tomou posse do imóvel em 1992 por dívidas. Atualmente, a dona da casa é a Primeira Igreja Coreana de Nova York. No entanto, a mansão não recebe reparos ou manutenção há anos devido aos altos custos. Segundo o fotógrafo e explorador urbano Leland Kent, parte das mobílias e obras de arte foram vendidas pelo pastor durante o período de dificuldades financeiras. Em seu auge, a residência abrigou obras originais de Vermeer, Rembrandt, Raphael, El Greco, Degas, Manet, entre outros.

Em 2014, a mansão Lynnewood foi avaliada em 20 milhões de dólares, mas, devido à ausência de reformas, o valor foi diminuindo, até que em 2019 chegou a 11 milhões.

Toda essa história nos faz refletir sobre o quanto nos tornamos frágeis e vulneráveis diante da morte e não importa quanto você carrega na sua conta bancária, pois nada poderá trazer nossos entes queridos de volta. Independente da classe social, a história do Titanic nos traz mais uma lição: A dor do luto é a mesma para todos.

Referências:
https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/angustias-do-titanic-a-curiosa-historia-da-mansao-de-110-quartos-abandonada-nos-eua.phtml
https://www.uol.com.br/nossa/noticias/redacao/2021/09/09/mansao-abandonada-de-r-133-bilhao-tem-lacos-com-a-tragedia-do-titanic.htm
Lynnewood Hall

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